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Colaboradora da novela “Império”, Renata Dias Gomes herdou o dom dos avós

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Ela é neta dos maiores autores que já existiram na Rede Globo. Renata Dias Gomes adquiriu o talento de Janete Clair e Dias Gomes, escritores que marcaram a história da televisão brasileira. Quem já ouviu falar da novela “Roque Santeiro” de Dias Gomes ou “Selva de Pedra” de Janete Clair, ambas responsáveis pela maior audiência da Globo. O folhetim de Janete, por exemplo, chegou a alcançar 100% de audiência na época.

Renata Dias Gomes atualmente trabalha como colaboradora do autor Aguinaldo Silva, na novela Império. O maior sonho de Renata é um dia poder assinar a sua própria obra no horário nobre da Rede Globo. E é com exclusividade que o blog Gelo e Limão entrevistou a super simpática Renata que contou sobre sua carreira e um pouquinho dos bastidores de uma novela.

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Gelo e Limão: Neta dos autores Dias Gomes e Janete Clair, eles foram sua inspiração para começar sua carreira?

Renata Dias Gomes com a foto da avó Janete Clair (Foto: Reprodução)

Renata Dias Gomes com a foto da avó Janete Clair (Foto: Reprodução)

Renata Dias Gomes: Certamente. Eu sempre gostei de escrever e sempre tive dois grandes exemplos dentro de casa que mostravam que era possível viver da escrita.

GL: Qual foi a primeira novela que você pode mostrar seu talento? E como surgiu o convite?

Renata Dias Gomes: A primeira novela que eu colaborei foi Alta Estação, da Margareth Boury, na Record. O convite veio na verdade através do Tiago Santiago que na época, além de autor, era consultor da Record. Ele conheceu meu trabalho, gostou e me indicou pra Margareth.

GL: Você acha que além de ser autora, herdou outras características dos seus avós?

Renata Dias Gomes:  Tenho o nariz da minha avó e a testa do meu avô! (risos)

GL: Renata, você fez algumas parcerias com o autor Tiago Santiago. Como foi trabalhar com ele e o que você pôde aprender?

Renata Dias Gomes: Trabalhar com o Tiago foi maravilhoso! Como trabalhamos com uma equipe reduzida (havia também o Miguel Paiva, maravilhoso!),  pude entrar de cabeça no processo de construção da novela.  O Tiago é um autor muito generoso e foi um período de grande aprendizado.

Aguinaldo Silva e Renata Dias Gomes (Foto: Arquivo pessoal)

Aguinaldo Silva e Renata Dias Gomes (Foto: Arquivo pessoal)

GL: Aguinaldo Silva trabalhou com seu avô, Dias Gomes, em “Roque Santeiro”. Agora, qual é a sensação de trabalhar com o Aguinaldo, como colaboradora da novela “Império”?

Renata Dias Gomes: Trabalhar com o Aguinaldo é incrível. Ele é um dos autores mais experientes, um campeão de audiência, domina o folhetim como ninguém. Cada dia de trabalho é uma alegria. Vejo a escaleta e me surpreendo, vibro com os personagens. Estou realmente muito feliz nesse trabalho.

GL: Em “Império” você ajudou a construir algum personagem? Até agora qual foi sua cena favorita?

Renata Dias Gomes: A sinopse foi toda feita pelo Aguinaldo Silva e a novela tem o dedo dele em todos os detalhes. Não sei escolher uma cena favorita porque gosto de toda a novela.

GL: Renata, para quem não conhece, o que um colaborador de novela faz?

Renata Dias Gomes: Depende bastante do estilo de trabalho do autor titular.Cada equipe trabalha de um jeito. Em geral, o autor faz a escaleta que é um esqueleto do capítulo já com tudo que vai acontecer, na ordem que vai acontecer e com bastante detalhes. Ele passa essa escaleta pros colaboradores desenvolverem os diálogos em cima daquilo que já foi explicado na escaleta. Depois o autor titular faz uma redação final pra que fique tudo com a cara e estilo dele. Mas nem todos autores trabalham dessa forma. Como disse antes, é um método bastante usado, mas cada autor tem um estilo e um jeito de comandar a equipe.

GL: Você deve conhecer muito bem a cabeça pensante do Aguinaldo Silva. Pode contar em primeira mão ao blog Gelo e Limão alguma “bomba” do que vai acontecer em “Império”?

Renata Dias Gomes:  De jeito nenhum… (risos)

GL: Acredito que você é uma pessoa realizada na sua profissão, mas ainda existe um grande sonho e qual é este sonho?

Renata Dias Gomes: Quero poder contar as minhas histórias e estou me preparando com bastante calma pra isso. Sem pressa.

GL: Você é uma autora que está crescendo cada vez mais. Hoje você é colaboradora da novela de maior audiência da Rede Globo. Além de colaboradora você tem uma profissão paralela?

Renata Dias Gomes: Nem daria tempo… (risos)

GL: Para finalizar. Não desistir dos sonhos é o caminho para uma carreira bem sucedida?

Renata Dias Gomes: Não sei dizer qual o caminho pra uma carreira bem sucedida. Mas com certeza persistir nos sonhos é fundamental.

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(Foto: Divulgação)

No mês de aniversário do Gelo e Limão tem holofote

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A sensualidade pelas lentes de Cris Fernandes

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Transformar mulheres e aumentar a auto-estima de cada uma delas é um dos maiores objetivos de Cris Fernandes. A fotógrafa que escolheu a sensualidade como ingrediente principal do seu trabalho, mostra que é possível, sim, fazer com que uma mulher se sinta super atraente.

Para falar um pouquinho mais do seu trabalho, nós do Gelo e Limão entrevistamos a fotógrafa da sensualidade. Nós falamos de como tudo começou, de momentos inesquecíveis e pela satisfação em trabalhar com a arte de fotografar.

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Gelo e Limão: Hoje existem vários fotógrafos que trabalham com determinados tipos de ensaios, você escolheu o sensual. Como tudo começou e por que optou pela sensualidade?

Cris Fernandes: Sempre quis trabalhar com mulheres, já era apaixonada pela fotografia, só uni as duas paixões.

 

cris 2GLVocê transforma as mulheres comuns em mulheres poderosas. Qual é o seu diferencial e por que a escolha por fotografar mulheres?

Cris Fernandes: Eu me sinto poderosa, nada a ver com beleza, mas um poder que vem de dentro, tento passar a elas essa força que temos, todas temos… E nesse momento de descoberta, eu apenas retrato.

 

GLO que é mais satisfatório quando você realiza seu trabalho?

Cris Fernandes: Ver ela se despedindo de certos tabus, impostos pela sociedade, família, etc. Quando ela se vê totalmente mulher, sexy e interessante.

 

GLApesar de trabalhar com mulheres, os homens também procuram o seu trabalho? Já pensou em abrir uma exceção para eles?

Cris Fernandes: Já sim, vários. Então, trabalhar com homem não é o meu interesse, pois sou muito feminina e sempre coloco um pouco de mim nas sessões, não seria uma boa idéia pedir pra um rapaz “quebrar a cintura”. (Risos)

 

GLQual foi o momento mais inesquecível no trabalho?

Cris Fernandes: Entre tantos, vou relatar de uma senhora de 70 anos que fez um ensaio comigo. Eu achando que ela iria fazer de vestidos, algo menos quente… Que nada! Ela fez um sensual lindo, com camisolas lindas, inesquecível.

 

GLSe não fosse fotógrafa, qual profissão escolheria?

Cris Fernandes: Se eu não fosse fotógrafa eu seria frustrada… Porque eu só me encontrei como pessoa na fotografia. Mas, com certeza eu seria uma Personal Sexy. Levaria sensualidade para mulheres!

 

GLO que significa fotografar para você?cris 5

Cris Fernandes: Entrega, entrega total.. tanto de mim quanto da fotografada. Respeito, responsabilidade, confiança, amor… Ah… Quanto amor!!!

 

GLQual a frase que faz parte da sua vida?

Cris Fernandes: Seja sempre grato!

 

GLQual o sinônimo do trabalho bem sucedido?

Cris Fernandes: Um deles é o reconhecimento.

 

GLPara os leitores do Gelo e Limão, qual o conselho que você passa para os que querem seguir a arte da fotografia?

Cris Fernandes: Escolha sua área, escolha com carinho, não pense tão somente no ganho financeiro, mas onde você colocaria toda sua energia e no final você falaria: vale muito a pena. É assim que eu me sinto e desejo a vocês!!

Clique nas imagens para ampliá-la:

Raphael Phillipe envolve e contagia o público nas pistas de dança

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O Holofote de hoje fez questão de entrevistar uma pessoa alegre, contagiante e que trabalha com a música. Estamos falando do DJ Raphael Phillipe. Com pouco mais de dois anos de carreira, Raphael já conquistou muita gente com as batidas eletrônicas e não para por aí não. O jovem DJ contou em entrevista ao Gelo e Limão como tudo começou. Falou das paixões no decorrer da carreira, a vida pessoal e ainda revelou qual profissão encararia se não estivesse nas pistas de dança. Aos apreciadores da música eletrônica e aos fãs, preparem-se para leitura com o simpaticíssimo Raphael Phillipe.

 

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Gelo e Limão: O que o incentivou a ser DJ?

Raphael Phillipe: Eu cresci em uma família onde as festas eram sempre frequentes, com direito a som potente e decorações temáticas. comecei a ir para as baladas muito jovem, e a musica eletrônica sempre me acompanhou desde criança. É uma paixão, uma energia que me fez querer sair da pista e subir para a cabine.

GL: Qual a primeira apresentação? Como tudo começou?

Raphael Phillipe: Minha primeira apresentação foi com muito frio na barriga, foi na Boate Lounge Club em Uberlândia/MG em um evento fechado para convidados da academia Pele Club que estava comemorando seu aniversario. Foram 1200 convidado e eu fui a atracão principal logo de estreia. Foi uma mistura de sentimentos e emoções que nunca conseguirei esquecer.

GL: Ser DJ não é simplesmente colocar músicas para a galera ouvir. Você estuda, sempre está por dentro dos hits, se dedica? Como é seu trabalho?

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

Raphael Phillipe: Então, ser deejay vai muito mais alem da hora da apresentação. Normalmente eu crio uma identidade para minha turnê, para seguir uma linha. E todos os dias através de pesquisas em blogs, portais, conferencias entre djs eu vou atualizando minha play list. Existe alguns eventos em que minhas apresentações não são iguais as da Turne Parce Party, como coquetéis empresariais.

GL: Você também tem um programa na rádio, o Dance Floor. Como surgiu esse convite?

Raphael Phillipe: Foi muito interessante. Era um sonho que eu tinha, pois sempre amei poder me aproximar mais das pessoas. O convite surgir através do pessoal da rádio mesmo, onde eu já havia feito algumas apresentações sem compromisso. Hoje faço parte dos deejays do Dance Floor onde toco nas sextas..

GL: Qual foi a apresentação inesquecível?

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

Raphael Phillipe: Foram duas na verdade, como eu disse, a apresentação de estreia é sem duvidas a principal. Mas tocar em eventos com o line up de peso me deixa sempre com aquele friozinho e uma atracão especial pela apresentação. Já toquei em eventos com público mais de 30 mil pessoas, é muita adrenalina rs.

GL: Já passou por alguma situação cômica ou constrangedora?

Raphael Phillipe: Acho que não, mas já passei por problemas como, no evento não ter a aparelhagem exigida no contrato e eu tive que ir embora sem tocar.

GL: A vaidade é algo evidente em você. Você acha que isso influencia na sua carreira?

Raphael Phillipe: Lógico que sim. Ser deejay, assim como em qualquer profissão, cuidar da sua aparência, da sua imagem é primordial. Como diz uma velha amiga: “Tudo na vida é produção”.

GL: Como faz pra manter a forma?

Raphael Phillipe: Eu tenho acompanhamento com personal e nutricionista. Faço atividades diárias.

GL: Além de DJ, você tem alguma profissão paralela?

Raphael Phillipe: Sou empresário, empreendedor.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

GL: Já se imaginou trabalhando em outro ramo? Qual seria e por que?

Raphael Phillipe: Quando criança sim, mas depois de adulto não. Eu queria ser magico (risos).

GL: Já se apresentou ao lado de alguém que te deixou ansioso ou emocionado? E quem foi essa pessoa?

Raphael Phillipe: Varias vezes. Ja me apresentei no mesmo evento que Fat Boy Slim, Erick Morillo, Claudia Leitte, Gusttavo Lima, entre outros.

GL: Você lançou o seu novo clipe, o Pace Party há algum tempo. Como foi a realização desse trabalho?

Raphael Phillipe: É maravilhoso, pois com o clipe consigo levar um pouco mais do meu trabalho para cidades e pessoas que nunca me viram em nenhuma apresentação.

GL: Tem alguma previsão para um novo hit? Quais as novidades?

Raphael Phillipe: Têm alguns projetos em andamento. Isso vai ser divulgado pelo meu site: raphaelphillipe.com.br

GL: Essa é para as fãs. Está namorando ou não?

Raphael Phillipe: (risos) Estou solteiro.

GL: Uma pergunta que a gente sempre faz no Gelo e Limão é: o que você aconselha para a pessoa que seguir sua profissão?

Raphael Phillipe: Assim como em todas, tem que ter determinação e força de vontade. Tem que estudar muito, e o mais importante, tem que amar o que faz.

 

Criatividade e humor resumem Pedro HMC

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

Com certeza você já teve aquela vontade de falar o que pensa de alguém, mas com receio ou medo de acontecer o pior deixou isso de lado. Para Pedro HMC isso é levado como uma brincadeira. É o que ele faz na coluna da Folha de SP, o Factóides. A tarefa de satirizar personalidades não vem de hoje. Com uma ótima bagagem profissional, Pedro trabalhou no “Furo MTV” e teve a oportunidade de mostrar sua competência e até causar polêmicas.

As atividades de Pedro não param por aí, o colunista é também roteirista da TV Bandeirantes, mais precisamente, do CQC. E você acredita que o rapaz ainda teve tempo para criar um canal no YouTube, o “Põe na Roda”? Em apenas um mês, o resultado e a repercussão foram satisfatórios. O vídeo mais assistido já passou de 500 mil visualizações. É trabalho que não para e criatividade que não cansa.

Mas o Gelo e Limão não quis saber só de trabalho, perguntamos também qual o status de relacionamento que Pedro está usando no Facebook. Quer saber? Então confira a entrevista super descontraída de Pedro HMC ao nosso blog.

 

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Pedro HMC com Dani Calabresa, na Band (Foto: Divulgação)

Pedro HMC com Dani Calabresa, na Band (Foto: Divulgação)

Gelo e Limão: De onde vem o sobrenome HMC?

Pedro HMC: É meu sobrenome abreviado (Pedro Henrique Mendes Castilho). Ele surgiu porque eu tinha um site bem popular quando era adolescente (meu passado me condena: spicegirls.com.br) e meu login no fórum, do qual era dono, era “pedrohmc”. Aí muita gente começou a me chamar assim e ficou.

GL: O interesse em fazer e falar de humor surgiu quando?

Pedro HMC: Por formação sou designer, mas a vida quis que eu tivesse sempre muitos amigos atores que fazem musical e principalmente humor, sempre vivi nesse meio, até que comecei a ter ideias, escrever e eles iam colocando em prática. Primeiro como hobby, mas um dia, o Bruno Motta me perguntou porque eu não testava fazer humor com notícias, já que precisavam de um roteirista na MTV pra escrever o Furo. Eu fiz uns testes e mandei sem acreditar muito, aí que o diretor viu, gostou e me chamou. Desde então (2009), larguei a vida de webdesigner/designer gráfico e passei a escrever, preferencialmente fazendo rir sempre que possível rs. Desde o Furo, fiz também o Comédia MTV, Adnet Ao Vivo, CQC e Fritada (Multishow).

GL: Você já trabalhou como roteirista no Furo MTV, como foi a experiência em um jornal de humor que fazia sátiras de famosos e de notícias do dia a dia?

Pedro HMC: De todos os trabalhos que já fiz, o Furo MTV é o que tem mais a minha cara, eu amava aquilo. Até hoje tenho saudades, foi minha escola, onde pude tentar, errar e acertar. Tive uma espécie de “depressão pós-parto” quando saí da MTV (rs) de tanto que curtia. Hoje tento fazer algo na mesma linha na coluna semanal que tenho no site da Folha.

GL: Como começou sua carreira de colunista da Folha de São Paulo com o Factóides?

Pedro HMC: Antes eu escrevia numa revista de Juiz de Fora chamada Privilege Mag (2010-2011), mas a circulação era pequena, foi ótimo pra começar. O convite da Folha veio no começo ano passado, e não poderia ter vindo em melhor hora, já que eu tinha acabado de sair da MTV.

GL: Você já foi processado por alguma crítica na coluna da Folha? Qual a situação mais engraçada que aconteceu?

Pedro HMC: Felizmente não fui processado, porque nem apartamento próprio tenho hahah a única pessoa que ameaçou processar foi o assistente da Claudete Troiano no Furo MTV, quando chamamos ele de “assistente homossexual da Claudete”. Não sabia que hetero curtia ficar folheando revista de fofoca, de perna cruzada com a “Clau” e a corrigindo sobre a morte da Leila Lopes. Mas ficou a lição, numa próxima a piada será com “assistente heterossexual da Claudete”.

GL: Você concilia outros empregos. Qual o trabalho que você exerce na TV Bandeirantes? A emissora te dá a mesma liberdade que você expõe na internet?

Pedro HMC: Na Band eu faço roteiro de chamadas e campanhas de alguns programas da emissora, como Pânico e CQC. No CQC, mais especificamente nos quadros e matérias da Dani Calabresa, sempre que ela me pede também dou uma mão. Nossa parceria sempre funcionou muito bem na amizade e profissional, desde a MTV, é algo que por mim mantenho pra toda vida.

GL: Quem teve a ideia de criar o canal ‘Põe na Roda’?

Canal do YouTube ''Põe na Roda'' (Imagem: Reprodução)

Canal do YouTube ”Põe na Roda” (Imagem: Reprodução)

Pedro HMC: Eu tive. A MTV me deixou mal acostumado, toda liberdade criativa e autoral. Depois que você experimenta gostar do seu trabalho, não consegue mais trabalhar só por dinheiro, e eu estava nessa situação. Quis criar um projeto em que me realizasse, juntei as “causas” gay e humor e saiu isso rs Ainda estamos testando e é um desafio (uma loucura) manter um canal com vídeos semanais enquanto já trabalho muito em outras coisas pra pagar as contas, mas sentir realização não tem salário que pague.

GL: ‘Portas dos Fundos’, ‘Parafernalha’ e canais famosos do youtube deram inspiração para o ‘Põe na Roda’?

Pedro HMC: Muito. Sou muito fã do Porta dos Fundos desde sempre. O “Põe Na Roda” é um canal gay antes de ser um canal de humor, então nossa pegada é outra, embora a gente também possa fazer esquetes. Já escrevi alguns roteiros para o Parafernalha no começo (“Tempos Modernos” por exemplo, em que um filho se assume hetero pra família gay).

GL: Você é um defensor da homossexualidade pelo o que se percebe. Os seus vídeos retratam bem essa situação da homofobia, você ainda vê muito preconceito do público?

Pedro HMC: Eu vejo ao redor mas não comigo. Não sei se tenho sorte, mas felizmente minha família aceitou, nunca tive problema com isso no trabalho também. Por outro lado, também acredito que quanto mais assumido você é, mais te respeitam. E quanto mais você esconde ou evita, mais bullying sofre.

GL: Aproveitando o vídeo do ‘Põe na Roda’. Para você, os G0ys existem ou é só mais uma modinha, uma história inventada na mídia?

Pedro HMC: Eu sinceramente acho uma moda meio ridícula inventada que no máximo rende uma esquete de humor. Custa falar que é gay ativo ou bissexual? Criar mais um rótulo? Mas se o cara é feliz dizendo que é g0y, tem todo direito, respeito rs.

GL: Mãe sempre sabe? Vocês fizeram um vídeo em que as mães sabiam que seus filhos eram gays. Depois do vídeo, foi realmente um recado para Joelma da Banda Calypso, Claúdia Leitte, Isabeli Fontana que expressaram ter preconceito? O que você diria para alguma delas se encontrasse na rua?

Pedro HMC: Eu acho que mãe sempre saiba, embora a minha diga que não sabia mesmo com meu quarto tendo pôsteres das Spice Girls na parede. Sempre achei péssima essa história de famosas dizendo que não gostariam de ter filho gay, como se isso fosse questão de escolha. Se alguma famosa falasse “não quero ter um filho negro mas só porque prefiro que ele não sofra preconceito”, todos vão achar ridículo. É a mesma coisa. Você não tem que educar seu filho evitando que ele sofra preconceito sendo um covarde, mas sim dando coragem pra que ele se assuma sendo ele mesmo e se banque em qualquer posição e situação na vida. Descontei essa minha indignação nessa parte do vídeo, e felizmente as mães e filhos que participaram foram bastante receptivos à ideia.

GL: Agora partindo para o pessoal. Você tem vários seguidores no Facebook, eles são ousados a ponto de te dar cantadas pela rede social?

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Pedro HMC: Sim, alguns são bastante ao ponto de mandar “oi” e fotos pelado em seguida. Outros são fofos. Eu acho engraçado, mas não levo tanto em consideração (até que o Chord Overstreet ou Darren Criss virem meus fãs e me cutuquem, claro).

GL: E o seu coração, Pedro? Não vale dizer que está só batendo… Está namorando ou “nem”?

Pedro HMC: Atualmente “nem” (risos). Tive 2 relacionamentos muito longos. Foram ótimos, mas também gosto de estar solteiro, a liberdade tem suas vantagens exceto no inverno. Raramente penso em ter algo sério, nem acho que é o tipo de coisa que se procure. E minha última tentativa foi frustrada, mas parafraseando a Mara Maravilha, “Não faz mal, eu tô carente mas eu tô legal”  (porque pensei nisso?).

GL: Chega de falar de romance, voltamos ao trabalho. Tem previsão de novos projetos?

Pedro HMC: Não cabem novos projetos. Como dizem os gays, o Põe Na Roda “lacrou”. Sério, to com tempo pra nada, nem academia tenho conseguido ir. 😦 To muito feliz com o resultado do projeto em apenas 1 mês de existência, mas é uma loucura prometer um vídeo semanal, escrever, dirigir, editar.

GL: Pode dar uma dica do novo vídeo quem vem por aí no ‘Põe na Roda’?

Pedro HMC: Hoje lançamos o “Caras Heterossexuais Perguntam”. O próximo deve ser ficção, esquete. Também temos a versão feminina por vir (Garotas Heterossexuais Perguntam), e é curioso que as dúvidas sobre o mundo gay tem uma pegada bem diferente entre homens e mulheres heterossexuais. Também temos pensado em outros formatos além de esquetes de humor e vídeos-depoimento reais que temos feito, mas nem dá pra falar muito porque temos que testar antes (risos).

GL: E aos futuros colunistas que querem usar uma pitada de humor, o que você aconselha?

Pedro HMC: Vai parecer meio recado da Xuxa, mas “acredite em você mesmo” e “faça”, antes que alguém faça antes de você. Não só no Põe na Roda, mas outros projetos que já fiz (quando comecei a escrever o Furo também por exemplo), eu posterguei e deixei só na minha cabeça a ideia por muito tempo, até ter coragem de executar. Seja por “medo de dar errado”, insegurança, orgulho, vaidade (se der errado, se for sem graça, o que vão falar de mim, etc.). Escrever humor exige confiança e coragem porque a resposta do público é imediata. Ou é sem graça ou é engraçado. E se acontecer a primeira opção (e ela acontece eventualmente, mas passa!) você vai se sentir um lixo, mas CONTINUE TENTANDO que uma hora vem uma boa que te motiva a continuar, você vai se sentir genial (mas isso também passa rs). Escrever o Furo nesse sentido foi uma benção: por ser um programa diário, eu TINHA QUE entregar muitas notícias e muitas piadas todo dia, fizesse chuva ou sol. Tinham piadas boas, mas claro que nem todas eram e nessas horas eu me sentia esse lixo rs, mas a cada sacada boa que surgia e parecia genial passava por cima de 10 lixo, me fazia aprender e ter sempre vontade de continuar em frente.

O Gelo e Limão entrevistou Pedro HMC, da Folha de SP, e você não pode deixar de ler

É nesta sexta-feira na coluna Holofote

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Spotted UFU: A verdade por trás da página

Gelo e Limão Spotted

O Gossip Girl saiu das telinhas em forma de páginas no Facebook chamadas Spotteds.  A moda surgiu nas Universidades estrangeiras, e algumas faculdades do Brasil copiaram a ideia no ano passado. Só que no lugar de ficar denunciando todas as fofocas da faculdade, os Spotteds servem para descobrir quem é a gatinha da biblioteca, o lindo do R.U., a azaração que deu errado na balada…  A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) não ficou de fora. O Spotted UFU foi criado há 9 meses e inclusive já juntou vários casais. Nós do Gelo e Limão, curiosos como sempre, fomos atrás para tentar descobrir um pouco mais sobre o Spotted UFU. Confira a entrevista!

Gelo e Limão – Há quanto tempo você criou o Spotted?

Spotted UFU  O Spotted foi criado quase um ano atrás. Assim, com muita boa vontade pra acreditar que 9 meses é ‘quase um ano’. (risos). Criamos a página faltando uma semana pra acabar o semestre, acho que em abril do ano passado.

GL – De onde veio a ideia de criar o Spotted UFU?

Spotted UFU  O conceito de páginas de Spotted já era famoso na gringa há algum tempo, uma galera da PUC do Rio importou a ideia, e nós, os criadores do Spotted, somos bem ligados em internet e logo vimos a página deles, gostamos da ideia e resolvemos adaptar pra UFU.

GL – Demorou muito para que a página fizesse sucesso?

Spotted UFU  Hmmm, eu diria que não. Se não me engano, a página foi criada numa terça-feira, fizemos um pouco de divulgação em grupos da UFU, eu confesso que não botava fé nenhuma que a página fosse vingar (risos), mas no sábado a gente recebeu um recado que deu uma polêmica maior, que dobrou o alcance da página, e a partir daí a página não parou de crescer.

GL – Quantas pessoas são responsáveis pela página? Quem administra a página, você pode nos contar ou é segredo?

Spotted UFU  Duas pessoas são ‘donas’ da página. Acho que a maioria das pessoas já sabe, mas o Spotted: UFU e o Spotted: UFU VSF são dos mesmos donos, então a gente se organiza pra que a menina cuide desse Spotted, e o rapaz cuide do VSF, funciona melhor assim. E o máximo que dá pra falar sobre quem administra a página é que são um homem e uma mulher que fazem UFU.

GL – Tem alguma história interessante de algum post já feito?

Spotted UFU  Tem várias histórias interessantes, principalmente depois que o Spotted saiu do controle e virou uma coisa de recados gerais, dá muita coisa divertida. As pessoas reclamam disso (da ‘perda de foco’ do Spotted), mas eu acho isso o máximo! Tem uma história de um desenho com pedido de namoro no dia dos namorados que foi super emocionante, com alguma frequência aparecem barracos até engraçados. Eu não lembro muito, acontecem coisas demais por aqui todos os dias. (risos)

GL – Você sabe se algum post já juntou um casal?

Spotted UFU  O Spotted já juntou casais sim! E eles voltam pra contar! Eu fico muito feliz, muito emocionada mesmo, dá até mais vontade de continuar.

GL – Quais são os critérios das postagens?

Spotted UFU  O critério é a ordem de chegada. Apenas. Eu brinco na página que eu veto recados por interesses próprios, mas eu nunca fiz isso não. (risos) Às vezes um ou outro recado passa batido, mas nunca é de propósito, eu posto tudo de acordo com a data que chegou.

GL – Como foi a primeira festa do Spotted, houveram muitos posts de pessoas que se apaixonaram na festa?

Spotted UFU  A primeira festa do Spotted foi legal, não foi perfeita, mas estamos trabalhando pra fazer uma ainda melhor semestre que vem. Foi muito interessante ver a galera acompanhando os recados no telão, a festa toda girava em torno disso. (risos) Não sei se muitas pessoas se apaixonaram, mas que muitas trocaram experiências salivares eu posso garantir.

GL – Como você consegue conciliar o blog e a faculdade?

Spotted UFU  Conciliar Spotted e faculdade não é fácil, vou te contar. Eu faço curso integral, as vezes to exausta e quero dormir na hora do almoço mas não posso porque tenho que cuidar da página. (risos) Ela toma bastante do meu tempo e atenção, mas eu gosto dela mesmo assim em épocas mais puxadas na faculdade eu até fico meio sumidinha daqui, coisa pela qual eu tenho que me desculpar.

GL – Você de alguma forma consegue ganhar dinheiro com o blog?

Spotted UFU  Dinheiro, dinheiro, não. Só com a festa que a gente fez. Mas nós oferecemos serviço de divulgação de festa a troco de ingressos! Satisfação e sucesso garantido, procurem a gente! (risos)

GL – Depois que formar vai continuar mantendo o Spotted ou vai treinar alguém para isso?

Spotted UFU  Então. (risos) Eu to no comecinho do curso ainda, ainda tenho muito tempo pra pensar o que fazer com o Spotted depois de formar.

GL – Você tem alguma mensagem para os leitores do Gelo e Limão?

Spotted UFU  Leitores do Gelo e Limão, lembrem que eu não sou homofóbica e que eu não to excluindo seu recado de propósito e que você precisa ter paciência comigo e que eu amo todos vocês. Beijos.

Pastor tatuado é sucesso no Facebook

Quem olhar para Ariovaldo Carlos e se deparar com um estilo metaleiro e cheio de tatuagens, não diria nunca que ele é um pastor. Com a cabeça aberta, Ariovaldo atrai quase 30 mil seguidores no facebook. O pastor de Uberlândia (MG) posta frases de desabafos, autoajuda e é adepto aos memes do momento.

Para saber um pouco mais de como é o pensamento desse homem de Deus, nós do Gelo e Limão entrevistamos o pastor Ariovaldo e abordamos assuntos como o sucesso na rede social, pastores malfeitores, homossexualidade, drogas e, é claro, a fé.

(Reprodução/Facebook - Arquivo pessoal)

(Reprodução/Facebook – Arquivo pessoal)

Gelo e Limão – É notável que o senhor é um pastor diferente do que muitos costumam ver, o que fez seguir esse perfil?

Pr. Ariovaldo – Na verdade eu não me transformei em algo, eu sempre fui assim. Vim da cultura do Heavy Metal e este sempre foi um meio onde PENSAR é muito valorizado. O “ser” cristão e posteriormente me tornar pastor é que foram tomando forma a partir daquilo que sempre fui. Quando me converti entrei pro “sistema” durante um tempo, mas percebi que isto era a maior burrice que eu poderia fazer. Se eu perdesse a linguagem, então as coisas de Deus que estava vivendo só serviriam pra mim mesmo. Mas se eu conservasse a capacidade de me comunicar com seres humanos de verdade (os de fora das Igrejas), então o potencial disto seria imenso.

GL – Quem ou o que influenciou a ser pastor?

Pr. Ariovaldo – Logo que me converti, junto com amigos, me envolvi num ministério de evangelização nas ruas. Este ministério depois de 7 anos se tornou a base da plantação da Igreja onde sou pastor. O que aconteceu é que nunca tive um plano. Eu apenas fiz o que precisava ser feito e quando percebi já estava pastoreando. O “reconhecimento” oficial do nosso Ministério foi questão de tempo.

GL – Sempre foi um homem fiel a Deus?

Pr. Ariovaldo – Acho que eu sou o homem mais inconstante da face da Terra. Minha caminhada com Deus sempre teve deslizes colossais. Mas à medida que fui me aprofundando em conhecer a Graça, tudo aquilo que eu vivia antes perdeu o sentido. Minha constância dos últimos 10 anos é fruto da fidelidade de Deus e de suas promessas. Com certeza nada é mérito meu. Se dependesse só de mim, eu já estaria morto.

GL – Como era a sua vida antes e como ela é hoje após o reconhecimento que o senhor tem, principalmente nas redes sociais como o facebook?

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(Reprodução/Facebook – Arquivo pessoal)

Pr. Ariovaldo: O trabalho que faço é o mesmo desde antes de haver redes sociais. É o trabalho do pensar, questionar, instigar. As redes sociais só potencializaram o alcance disto. Agora não falo apenas para meia dúzia de pessoas na esquina, mas para um número imenso de pessoas espalhadas pelo mundo todo. Isto é sensacional! E como disse o Tio Ben no Homem Aranha: “Grandes poderes trazem consigo grandes responsabilidades”.

GL – Mais de 29 mil seguidores no Facebook. O que o senhor tem a dizer de tanta gente que quer saber a sua opinião e seguir os seus passos?

Pr. Ariovaldo – O jeito mais fácil de “atrair” seguidores é ser politicamente correto. Não tenho dúvida nenhuma sobre isso. E eu escolhi o outro caminho! O do confronto de ideias. Confesso que também fiquei surpreso com o número de pessoas que se interessaram pelas coisas que eu escrevo e compartilho. Porque não tenho compromisso algum com esse evangelho que não dói e que não ofende ninguém. Não tem como alguém ler as Escrituras e não se sentir agredido de alguma forma. A própria Graça é um escândalo! Então invés de ser mais um cristão politicamente correto na Internet, decidi ser eu mesmo. Mergulhando na cultura das pessoas e revelando a Graça onde muitos nunca a perceberam. Achou ruim? Dá unfollow.

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Pastor Ariovaldo Carlos tem quase 30 mil seguidores (Reprodução/Facabook)

GL – As tatuagens são um diferencial. Isso já causou preconceito e qual foi a situação mais memorável sobre isso?

Pr. Ariovaldo – O preconceito é mais com o crente. Mas o crente de verdade não precisa me ouvir. Ele já é crente né? Tem pastor, Igreja… nem deve perder tempo comigo. Mas as outras pessoas, por incrível que pareça, são mais abertas. Elas te julgam mal num primeiro momento, mas quando te ouvem, abrem o coração e se surpreendem. A situação mais engraçada com relação ao estereótipo meu e de meus amigos foi um churrasco que fizemos na minha casa. No meio do churrasco uma senhora (que sei lá de onde saiu) abriu o portão e gritou “Deus quer libertar vocês da bebida alcóolica!”. E a gente riu muito, porque só tinha refrigerante naquela ocasião. Deus errou ou será que a “senhora” falou demais? hahaha

GL – Não só as tatuagens causam estranhamento para quem não o conhece, as palavras também são marcas registradas nos seus cultos, quais são as reações dessas pessoas que acabaram de te conhecer?

Pr. Ariovaldo – O que mais me deixa feliz é alguém dizer “nossa, você fala diferente”! hahahah… E é isso mesmo. Eu falo pra pessoas de verdade, com problemas de verdade.

GL – E quanto aos críticos, orai também por eles? Como o senhor os trata?

Pr. Ariovaldo – Não xingando minha mãe, não chegam a incomodar. Eu leio todas as críticas, mas respondo apenas o que possui algum espaço pra diálogo. Se eu perder tempo com os “senhores da razão” da Internet, não faço mais nada. Os críticos são importantes porque todo mundo tem seus deslizes. Por isso leio todas as críticas, mensagens e emails que recebo. Se estiverem errados, tá tudo certo. Meu medo é quando eles tiverem certos!

GL – Em relação as drogas e a homossexualidade, o que o senhor tem a dizer sobre dois assuntos que são tão julgados e comentados pela sociedade?

Pr. Ariovaldo – A sociedade já perdeu o embasamento bíblico pra debater estas questões. Drogas ou quaisquer substâncias que alterem a capacidade de julgamento do ser humano são um problema GRAVÍSSIMO! Mas a gente condena o crack e aceita o álcool como natural. Penso que todo o problema é a falta de educação. E repressão nunca consertará o estrago provocado pela falta de educação.

Quanto à homossexualidade, a Bíblia é clara sobre o assunto. Mas a sociedade não conhece as Escrituras e por isso acaba aceitando tudo que parece ser “amor”. De qualquer forma, é dever do cristão zelar pelo respeito a quem pensa diferente. Ninguém é obrigado a viver segundo os padrões de Deus. Ninguém deve ser desrespeitado por não concordar com a Bíblia. Ponto. Massss… quem quiser conhecer “o outro lado” (o de Deus), garanto que vai se surpreender.

Pastor Ariovaldo é adepto aos memes do momento. (Reprodução/Faceboo)

Pastor Ariovaldo é adepto aos memes do momento. (Reprodução/Facebook)

GL – Existem pessoas que quando se referem aos pastores os assimilam com enganadores de fiéis ou algo parecido, porque como nós sabemos já surgiram vários pastores que foram presos por roubar dinheiro dos fiéis ou outro tipo de crime o que acarretou em uma prisão. Qual a sua visão quanto a pastores que difamam a igreja evangélica por estas atitudes?

Pr. Ariovaldo – São os falsos mestres, pastores de si mesmos, lobos que conduzem o rebanho para o seu próprio aprisco. O engraçado é que Deus ainda opera sinais e milagres por estes palhaços. Mas tenha certeza que embora muitos de seus fiéis possam ser salvos por suas pregações meia-boca, o fim dos pastores é as mais profundas trevas.

GL – Qual é o seu gosto musical, Pastor?

Pr. Ariovaldo – Gosto de rock, principalmente dos anos 70 e 80. Ouço muito música pop atual também. A música de uma geração fala muito sobre ela.

GL – Uma pessoa que se interessar em ir ao seu culto, o que ela vai encontrar de diferente?

Pr. Ariovaldo – Vai encontrar a verdade. Seja nas músicas que cantamos, na mensagem das ofertas ou nas pregações. Nos abraços, nas partidas de fliperama ao final do culto e no lanche.

Não somos diferentes na forma. Somos verdadeiros. Só isso. Gente ruim de verdade, que reconhece e não esconde seus defeitos. E que vive pela Graça de Deus um dia de cada vez.

GL – E para fechar com chave de ouro. Qual a mensagem que o senhor deixa aos leitores do Gelo e Limão?

Pr. Ariovaldo – Ei amigo! Se você está aí achando tudo esverdeado e com cara de falso demais, SIM, você tem razão! O Evangelho não é só este monte de reuniões com um monte de regras de conduta e pregações infinitas que não comunicam nada. O evangelho é sobre como eu e você entendemos a pessoa de Cristo e traduzimos isto ao mundo através de nossa própria vida.

Somos muitos os inconformados! Somos muitos os que buscam viver a verdade. Então não desista!

Corrente do bem

Imagem / Divulgação

“Toda ação gera uma reação e toda boa ação gera uma boa reação!” O projeto Desperte o Bem criou uma espécie de corrente de boas ações no final do ano passado. Uma grande empresa de Araguari sugeriu aos funcionários que formassem por volta de dez grupos, onde cada grupo deveria fazer algum bem na comunidade local. Tiveram ações imediatas e ações a longo prazo. Essas a longo prazo, a empresa se comprometeu a seguir com elas, para que a corrente não fosse quebrada.

Mas aí você pensa: Com o nome de uma grande empresa nas costas é fácil fazer o bem!

Não é bem assim, tem sempre uma pegadinha. Os funcionários não podiam usar o nome da empresa para arrecadar dinheiro, nem como influência. Mas isso não foi empecilho, para fazer o bem eles moveram mundos e fundos, foram atrás de patrocínio e conseguiram ajudar muita gente.

O projeto tem uma página no facebook onde várias pessoas já estão perguntando como é que podem fazer parte. E aí, vai fazer parte dessa corrente?

Nicinha de Fraldinha: a gatinha popular

Nicinha de Fraldinha (Reprodução/Facebook)

Nicinha de Fraldinha (Reprodução/Facebook)

Uma gata encontrada dentro de uma caixa de papelão. Foi assim que recomeçou a história e a vida de Nicinha de Fraldinha em Uberlândia (MG). Aparentemente um animal comum, mas por conseqüências de maus tratos ou até de uma outra situação que não se sabe explicar, fez com que Nicinha ficasse sem os movimentos das patinhas traseiras.

Nicinha de Fraldinha tem mais de 3 mil seguidores no Facebook (Reprodução/Facebook)

Nicinha de Fraldinha tem mais de 3 mil seguidores no Facebook (Reprodução/Facebook)

A história desta felina não é de tristeza, e sim de alegria e esperança. Nicinha de Fraldinha dá o banho em muita gente desmotivada. Com problema renal, a gatinha faz tratamentos de acupuntura e recebe até massagens para que possa fazer as necessidades fisiológicas. Não é nada fácil o dia-a-dia de Nicinha. A felpuda que arrasta as perninhas pode ser vista como um animal comum, pois animação e esperteza ela tem de sobra. Porém, Nicinha tem um diferencial, o amor incondicional de suas donas, Anicéia e Sthéphany Monjardim, mãe e filha que cuidam de Nicinha sem medir esforços. A paixão por ela é tanta que se tornou pública. O resultado foi uma página no Facebook, o Nicinha de Fraldinha, atualmente com mais de 4.300 seguidores que podem acompanhar a rotina da gata.

O carinho dos fãs

Nicinha é capaz de cativar muitos internautas com sua carinha dócil, já ganhou presentes de admiradores de outros estados e  fora do país. A cada foto postada, a gata-celebridade consegue 100, 200 ou até 300 curtidas. São inúmeros likes – o que é de dar inveja para muito ser humano que está em busca da popularidade e não consegue nem a metade que Nicinha adquire.

Modelo, reflexiva e até gata-propaganda, Nicinha, recentemente, ganhou um álbum de fotos. Ela foi a quarta

Diariamente, Nicinha posta suas conquistas para seus seguidores. Nesta imagem, a gata ''conta'' que conseguiu subir na janela. (Reprodução/Facebook)

Diariamente, Nicinha posta suas conquistas para seus seguidores. Nesta imagem, a gata ”conta” que conseguiu subir na janela sozinha. (Reprodução/Facebook)

ganhadora do concurso de uma marca de rações para gatos. Uma colocação nada mau para uma gatinha diferente, não é?

O mundo não gira só em torno de Nicinha, a intenção de suas donas é mobilizar pessoas que gostam, – e até as que não gostam – de animais, a dar mais valor a esses bichinhos que tanto amamos e que merecem o nosso carinho. É claro que priorizando os animais deficientes. Para se ter uma ideia, na fan page de Nicinha é possível ver outros animais deficientes, o que deu origem ao Diário de Jhonny, um gatinho cego que já tem mais de 2 mil seguidores. Além disso, quem for dar uma espiada na página, vai ver fotos de animais desaparecidos ou para adoção. Tudo por uma causa nobre e justa.

E você, ficou com vontade de ter um bichinho de estimação também? Se realmente gosta de animais, não perca tempo, adote um e dê para ele o carinho que um animal merece. Pode ter certeza que esse amor será retribuído, e sem juros!