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Mozão é o escambau

Primeiramente quero pedir desculpas pela ausência de quase três semana no blog. E segundamente (é isso, em 2° lugar) quero deixar bem claro que agora não vou abandonar vocês tão cedo.

E o nosso tema de hoje é: Mozão é o escambau.

Vou transformar esse blog no Casos de Família. #Brinks

christina-rocha-rindo-o

Mas vamos ao que interessa. A gente sabe que as redes sociais são o fator principal para a melação entre casais e também para as brigas, as famosas DRs. Mas o que a gente não pode ver mesmo é casal “frufru” destilando amor demais. Acho que seria um caso de náuseas alheia.

Minha cara ao ver que esse tipo de atitude acontece no facebook.

Minha cara ao ver que esse tipo de atitude acontece no Facebook.

Parem com esse lance de mozão, mozin… inin… momomo… mimimi… Aff, isso cansa. Deixe isso no whatsaap de vocês! Amar o próximo faz bem, o que não pode é mostrar as frescuras pra terceiros.

Se por acaso, você, querido leitor, colocar no status do seu “feicibuque” relacionamento sério, depois de muita pegação as escondidas, evite ao máximo o mel exposto entre vocês. O que acontece no séquiço, não vai virar uma selfie pós sexo. POR FAVOR. Glicose demais não faz bem a saúde dos olhos alheios. E não é inveja, viu? Apenas uma questão de bom senso. Seja no mínimo sensato.

whats namoro

 

O post foi um pouco tanto tosco, mas eu vi essa imagem pela net e resolvi comentar sobre esses casais sem noção. E outra, vamos movimentar esse blog aqui, né? Parado é que não pode ficar.

Destinos Irremediáveis

Escutei a vida inteira as pessoas dizerem que “a gente só deve correr atrás quando vale a pena”. Talvez tenha sido esse o problema. Ou então a solução. Na minha opinião foi ambos.

E ele me questionou: “Você não faz mais questão nenhuma, não é?”

Eu, em silêncio, concordava que não. Não mais, não agora, não aqui, mas a comodidade fazia com que eu me calasse e enganasse a mim mesma quando era cogitada qualquer mudança trabalhosa.

Respondi de imediato, como quem se sente pego no flagra: “Claro que faço questão.” (E pensava: “Não!”) “Mas faço questão de que você faça questão também.”

Pronto, aí eu me senti aliviada por ter revertido a situação. E me sentia melhor, talvez mais por ter conseguido elaborar uma resposta que me safou da situação do que por tê-lo convencido, enfim.

“Entendo.”

Estávamos os dois ali, deitados um ao lado do outro, depois de passar a noite inteira juntos. Pensando longe em qual seria a maneira menos dolorosa para mim de colocarmos logo um ponto final nessa história. Seria doloroso para nós dois, mas a sociedade é machista e seria “permitido” a ele que enveredasse por uma vida boemia, e esquecesse com menos dificuldade o longo tempo de amor.

A noite inteira pairou um cheiro de despedida.

Na manhã seguinte, diferente das outras vezes em que me vi naquela situação, eu não estava acompanhada de desespero, mas alguma coisa me dizia que se as coisas continuassem tomando esse rumo ele logo viria se acomodar ao meu lado.

Talvez fosse mesmo a hora de dizer adeus, talvez não. Nós dois não sabíamos, não queríamos saber, que já havia passado da hora. Tão difícil quanto ficar, era ir embora.

O Sol deliciosamente calmo da manhã já invadia a janela e, ao abrirmos os olhos, eu quis abraçá-lo, mas minha consciência e meu estado de culpa não me permitiram.

Então eu o fitei, na tentativa de adivinhar o que ele pensava a respeito disso tudo. Não podíamos expor nossas estratégias. Teria aquilo virado um jogo, meu Deus?

“Então você acha que eu não faço questão?”

Não era isso. Será que ele se fazia ou era mesmo meio idiota? O amor às vezes deixa as pessoas idiotas.

Eu não queria me despedir e tomar um rumo distante do dele, só precisava daquilo e não conseguia fazer, por preguiça e um pouco de medo talvez. Conhecer outra pessoa que o substituiria estava fora de todos os meus planos. Será existiria outro que sentiria algo tão forte por mim?

No rosto dele transparecia indecisão e algum sentimento que não era bom. Medo da solidão, talvez. Sabíamos que toda solidão e saudade que ele sentisse, viria triplicada até mim.

Acho que a preocupação era com a minha solidão, quer dizer, não a solidão propriamente dita. Era com a maneira com que eu reagiria a ela, já que a forma mais prática de superá-la seria me adequar àquela vida boemia paralela a dele. Era mais fácil, então, continuar comigo para evitar que eu seguisse mesmo esse caminho, ainda que continuar estivesse sufocando os dois.

Reprodução: Internet

Reprodução: Internet

A verdadeira preocupação nem era comigo, com a minha pessoa em si. E sim com a namoradinha de respeito, a garotinha com a qual ele havia feito planos de casamento e apresentado à família. Ela estava indo embora, abdicando de toda proteção que ele sempre a dedicou, por ter descoberto que a meninice, de ambos, também estava abandonada.

“Não sei. Você já fez mais.”

Mentira. Ele nunca tinha feito tanta questão como agora, eu sentia isso, mas era aquela questão típica, passageira, de quem pressente a perda.

“Você parece estar fugindo.”

Ele temia que eu não encontrasse alguém que me respeitasse tanto. E não encontrar alguém merecesse todo o respeito dele. Temíamos.

Tínhamos medo de continuar, medo de nos despedir. Estávamos convictos de que os planos do resto das nossas vidas juntos havia partido sem nos avisar. Era insuportável deixar tudo para trás, seria difícil seguir sem a tranquilidade de que teríamos sempre o apoio um do outro. E ainda maior, era a dificuldade de resistir à súplica que o meu corpo tinha do dele. Não era voluntário o que eu sentia quando nos aproximávamos.

Dei um sorriso. Como quem lutava contra o que fazia, ele se aproximou. Apertou meu corpo contra o dele e sorriu. Eu não vi, pois meu rosto estava em seu peito, mas eu podia ouvi-lo sorrir. Logo em seguida falou que estava acabado.

Não pude controlar o desespero que me deu naquele momento. Eu não queria concordar. Mesmo sabendo que concordar ou não, não faria nenhuma diferença. Estava claro o suficiente.

Eu não aguentava mais aquela situação, muito menos sabia se aguentaria de outra maneira.

Tudo indicava que ele não se importava mais com o medo que eu estava sentindo agora. Reafirmou o fim.

Por: Ana Clara Viana